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Quando o Prazer Acaba


Quando o Prazer Acaba

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a saúde sexual é um dos pilares da qualidade de vida. O prazer sexual inclui muitas variáveis e é um tema exaustivamente discutido porém pouco tratado. Existem várias disfunções que levam a alteração da satisfação sexual, que incluem as emocionais, orgânicas ou mistas. Vou me ater aqui nas causas orgânicas e mais especificamente naquelas que vão afetar a musculatura do assoalho pélvico. Este grupo muscular tem fundamental importância na qualidade da satisfação sexual, pois participa de todas as fases envolvidas na resposta sexual. Um exemplo disto é uma disfunção chamada Vaginismo, onde ocorre uma contração exagerada desta musculatura impedindo a penetração ou a tornando extremamente dolorosa. Além do vaginismo, temos entre outras:

• Dispareunia/ Vulvodínea: dor a relação sexual

• Flacidez Vaginal: sensação de alargamento do canal vaginal

• Anorgasmia ou Disorgasmia: dificuldade de chegar ao orgasmo ou ausência total

• Ejaculação precoce: défice do controle voluntário sobre a ejaculação

• Disfunção erétil: dificuldade do homem obter ou manter uma ereção.

Você deve estar se perguntando como a fisioterapia pode atuar nestas disfunções. Bom, como falei acima, a fisioterapia pélvica vai trabalhar com a parte cinésio-funcional desta região pélvica, ou seja, nos músculos, articulações, ligamentos, terminações nervosas e rede de vasos sanguíneos. Estas estruturas têm sua fisiologia e alteração em uma das partes deste todo funcional vai desencadear a disfunção.

Temos vários estudos publicados, onde a melhora da coordenação, resistência, relaxamento, flexibilidade e força muscular reflete em diminuição da dor, melhora da tonicidade muscular e com isso aumento da sensibilidade ao toque e aumento do prazer, melhora o controle voluntário sobre a ejaculação e aumento da vascularização que melhora e ou potencializa a ereção.

Volto a lembrar que estas disfunções são multifatoriais e como são, devem ser tratadas por uma equipe multidisciplinar. O que trago aqui para vocês é que independente da causa, esta região vai precisar de um olhar cinético-funcional (fisioterapêutico) para que retornar a sua função.

A Fisioterapia Também atua no neopompoarismo, que é o pompoar, mas com fundamentação, metodologia e com o principal, a avaliação, onde cada mulher receberá um treinamento adequado para a sua capacidade de controle e força muscular. O pompoarismo já é muito difundido e é sabido de seus benefícios, mas o pompoarismo tradicional é bastante complexo e voltado para um público que cresceu com esta cultura. Nós ocidentais temos uma grande dificuldade de praticar. Vendo esta dificuldade o Prof. Gustavo Latorre desenvolveu uma metodologia chamada de neopompoarismo, onde torna a prática mais didática e fundamentada, levando sempre em consideração a avaliação individual de cada mulher e personalizando os exercícios, tornando a prática mais eficaz e eficiente, trazendo de volta o prazer e a saúde sexual.